quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ser humano: ser vivo composto por células, habitando em sociedade dotado de razão. Uma suposta inteligência na qual acreditamos ser superior comparado ao conhecido, e se comparado ao desconhecido? Conhecemos uma pequena parte desse imenso universo, um milésimo de algo inimaginável, de algo que não se pode medir, observar, comparar. Não existem parâmetros que possam nos passar uma menor idéia possível do que estamos incluídos e isso nos transforma em insignificantes seres, como uma gota de água no poderoso oceano.Fazemos parte de algo muito maior e isso nos traz responsabilidade em relação a nós mesmos. Será que o destino da humanidade ou das humanidades é um ciclo? Originar-se do nada, viver e morrer. Um ciclo de milhares de anos de evolução, mutação, adaptação para no fim retornar a origem, o nada. A humanidade hoje utiliza-se dessa inteligência para criar e para destruir suas criações, nada tem sentido, qual o motivo de destruir aquilo que levou milhares de anos para evoluir, crescer, adaptar; qual o destino que isso nos leva? Não posso sequer acreditar numa existência sem motivo e sem propósito. Há sim forças maiores que explicam, comandam a existência não só humana, mais a existência no seu mais puro significado. Mais uma vez esse conhecimento está no lado do vasto desconhecido humano e apenas podemos supor ou tentar imaginar sua forma ou poder. A vida não pode ser apenas nascer, viver uma rotina medíocre e morrer, cada pessoa, cada pequeno ser possui um propósito que o torna especial, cada formiga, tem sua chance de buscar sua sobrevivência, cada ser humano tem sua forma de viver e deixar viver. Será esse o nosso propósito? Buscar incessantemente uma forma de sobreviver? Desde os primeiros indícios de vida, era imprescindível a luta por sobrevivência , era o motivo de sua evolução, mais qual a justificativa de tornar isso mais difícil? Vivemos todos sob um mesmo teto, um mesmo objetivo: VIVER, e isso deveria ser a resposta para a nossa união, onde todos buscam uma mesma meta em conjunto. Onde está a consciência humana que deveria nos unir ao invés de dividir? Todos os dias lutamos uns contra os outros por papéis, cargos, mais poder, e de que adiantará todo esse poder depois? Ninguém dura para sempre, mais de que adianta deixar na história um nome que nem ao menos se pode tornar exemplo? A história está repleto deles, homens, mulheres que desejavam insaciavelmente um poder que não os manteve vivos e muito menos os levou a homenageados na história. Porque homenagear pessoas que nada fizeram que possa mudar nossas vidas? Não precisamos de pessoas inúteis que trabalham em coisas fúteis e que de nada fazem para mudar a consciência humana. Somos seres dotados de razão e onde ela está quando se precisa? A pior de todas as notícias é que sabemos de nossa inteligência e simplesmente ignoramos sua existência, fechamos os olhos para as coisas e fingimos que tudo caminha bem, quando tudo ao nosso redor se desfaz e se acaba. A natureza tem avisado ao mundo de nossa devastação, tem ao menos tentado fazer com que as pessoas acordem e conscientizem- se de que vivemos em comunidade e só obteremos êxito se trabalharmos juntos, auxiliando uns aos outros, do contrário nosso fim se aproxima. Há vários exemplos de avisos, os furacões Vilma e Catrina, a tsunami ocorrida na Ásia, as últimas enchentes em Santa Catarina, a mudança climática vem ocorrendo, as mudanças no planeta vêem acontecendo cada vez mais rápido e estamos fechando nossas mentes para o fato de que nosso instinto competidor e destrutivo está destruindo a nós mesmos. Só estaremos prontos para o clímax da existência humana quando entendermos o nosso papel e desempenharmos de forma a não prejudicar nada nem ninguém, estamos fadados a isso. Acabo concluindo em meus pensamentos que o nossa destino talvez seja originar-se, viver; e essa vivência será como um professor que ensina uma criança a ler, aprendizagem essa que nos fará evoluir. Precisamos sentir que o fim está próximo para tomar outro caminho, outra direção rumo à evolução, são nossos erros que nos tornam humanos e mortais, provando que não somos capazes de um entendimento maior.Aprender, essa é a palavra que nos define e nos destina, que comanda a nossa humanidade.