As abóboras esculpidas e acessas com velas, chamadas de Jack O’ Lantern (Jack Lanterna), tem origem na lenda do folclore irlandes que conta que um homem chamado Jack, um alcoólatra, embriagou-se no dia 31 de outubro e o diabo apareceu para levar sua alma. Jack, não querendo acreditar no que estava acontecendo, pede ao diabo mais um copo de bebida e o diabo assim o concede. Astutamente, Jack pede ao diabo que se transforme em uma moeda e mais uma vez o diabo atende a seu pedido. Nesse momento, Jack pega a moeda e guarda dentro de sua carteira junto com uma cruz. O diabo em apuros pede a Jack que o liberte, mas Jack faz uma exigência, só libertaria o diabo se ele lhe concedesse mais um ano de vida. O diabo concordou com a proposta. Desse dia em diante, Jack mudou seus hábitos, passou a cuidar bem de sua família, praticar atos de caridades e a frequentar a igreja. Mas passado um ano, na noite de 31 de outubro o diabo apareceu novamente para Jack. Dessa vez a artimanha de Jack para enganar o diabo foi pedir a ele para pegar uma maçã no alto de uma árvore, quando o diabo subiu na árvore, Jack pegou seu canivete e riscou uma cruz no tronco. Mas uma vez em apuros, o diabo para se livrar da situação, prometeu sumir por dez anos, mas Jack não aceitou a proposta e ordenou ao diabo nunca mais aparecer. Sem alternativa, o diabo aceitou a proposta e sumiu. Por ironia do destino, Jack faleceu um ano mais tarde e quando foi entrar no céu foi impedido. Foi para o inferno e chegando lá o diabo, acostumado as malandragens e humilhações que Jack tinha feito com ele, negou seu acesso ao inferno, mas concedeu-lhe uma brasa na intenção de iluminar o caminho de Jack pelas trevas como uma alma penada. Jack põe a brasa dentro de um nabo, que ilumina seu caminho pelo limo à procura de um abrigo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Ser humano: ser vivo composto por células, habitando em sociedade dotado de razão. Uma suposta inteligência na qual acreditamos ser superior comparado ao conhecido, e se comparado ao desconhecido? Conhecemos uma pequena parte desse imenso universo, um milésimo de algo inimaginável, de algo que não se pode medir, observar, comparar. Não existem parâmetros que possam nos passar uma menor idéia possível do que estamos incluídos e isso nos transforma em insignificantes seres, como uma gota de água no poderoso oceano.Fazemos parte de algo muito maior e isso nos traz responsabilidade em relação a nós mesmos. Será que o destino da humanidade ou das humanidades é um ciclo? Originar-se do nada, viver e morrer. Um ciclo de milhares de anos de evolução, mutação, adaptação para no fim retornar a origem, o nada. A humanidade hoje utiliza-se dessa inteligência para criar e para destruir suas criações, nada tem sentido, qual o motivo de destruir aquilo que levou milhares de anos para evoluir, crescer, adaptar; qual o destino que isso nos leva? Não posso sequer acreditar numa existência sem motivo e sem propósito. Há sim forças maiores que explicam, comandam a existência não só humana, mais a existência no seu mais puro significado. Mais uma vez esse conhecimento está no lado do vasto desconhecido humano e apenas podemos supor ou tentar imaginar sua forma ou poder. A vida não pode ser apenas nascer, viver uma rotina medíocre e morrer, cada pessoa, cada pequeno ser possui um propósito que o torna especial, cada formiga, tem sua chance de buscar sua sobrevivência, cada ser humano tem sua forma de viver e deixar viver. Será esse o nosso propósito? Buscar incessantemente uma forma de sobreviver? Desde os primeiros indícios de vida, era imprescindível a luta por sobrevivência , era o motivo de sua evolução, mais qual a justificativa de tornar isso mais difícil? Vivemos todos sob um mesmo teto, um mesmo objetivo: VIVER, e isso deveria ser a resposta para a nossa união, onde todos buscam uma mesma meta em conjunto. Onde está a consciência humana que deveria nos unir ao invés de dividir? Todos os dias lutamos uns contra os outros por papéis, cargos, mais poder, e de que adiantará todo esse poder depois? Ninguém dura para sempre, mais de que adianta deixar na história um nome que nem ao menos se pode tornar exemplo? A história está repleto deles, homens, mulheres que desejavam insaciavelmente um poder que não os manteve vivos e muito menos os levou a homenageados na história. Porque homenagear pessoas que nada fizeram que possa mudar nossas vidas? Não precisamos de pessoas inúteis que trabalham em coisas fúteis e que de nada fazem para mudar a consciência humana. Somos seres dotados de razão e onde ela está quando se precisa? A pior de todas as notícias é que sabemos de nossa inteligência e simplesmente ignoramos sua existência, fechamos os olhos para as coisas e fingimos que tudo caminha bem, quando tudo ao nosso redor se desfaz e se acaba. A natureza tem avisado ao mundo de nossa devastação, tem ao menos tentado fazer com que as pessoas acordem e conscientizem- se de que vivemos em comunidade e só obteremos êxito se trabalharmos juntos, auxiliando uns aos outros, do contrário nosso fim se aproxima. Há vários exemplos de avisos, os furacões Vilmae Catrina, a tsunami ocorrida na Ásia, as últimas enchentes em Santa Catarina, a mudança climática vem ocorrendo, as mudanças no planeta vêem acontecendo cada vez mais rápido e estamos fechando nossas mentes para o fato de que nosso instinto competidor e destrutivo está destruindo a nós mesmos. Só estaremos prontos para o clímax da existência humana quando entendermos o nosso papel e desempenharmos de forma a não prejudicar nada nem ninguém, estamos fadados a isso. Acabo concluindo em meus pensamentos que o nossa destino talvez seja originar-se, viver; e essa vivência será como um professor que ensina uma criança a ler, aprendizagem essa que nos fará evoluir. Precisamos sentir que o fim está próximo para tomar outro caminho, outra direção rumo à evolução, são nossos erros que nos tornam humanos e mortais, provando que não somos capazes de um entendimento maior.Aprender, essa éa palavra que nos define e nos destina, que comanda a nossa humanidade.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
E. E. Cummings uma vez escreveu: "Não ser ninguém exceto você mesmo, num mundo que se esforça, dia e noite, para torná-lo igual a todo mundo é lutar a pior das batalhas, que todo ser humano pode enfrentar e nunca deixar de lutar".
domingo, 11 de outubro de 2009
Cansada de invernos escuros e úmidos, onde todos os seres se escondem, onde todas as árvores perdem suas folhas, onde todas as flores adormecem, tudo que um dia teve brilho se apaga e o mundo pára em espera à nova estação. Este inverno foi mais rigoroso, mais duro de supurtar, o sol desapareceu e a escuridão reinou por muitos dias, todos se protegeram em seus recintos, porém uma pequena flor entorpecida pela exuberância do seu querido sol não se preparou para e estação mais perigosa. Foi pega de surpresa, em um dia tudo claro e bonito, no outro o reino das sombras se levanta e apaga tudo e a todos. Essa pequena flor indefesa que não teve tempo para se abrigar, é atingida pelo frio intenso, e por infelicidade não durou muito tempo, em terrenos gelados e escuros. Porém mesmo sentindo seu fim a cada momento ela não permitiu que o mau tempo e as sombras destruíssem o seu bem mais precioso. Ao fim do último minuto ela semeia a terra com seu encanto afim de proporcionar um último adeus, e com um suspiro se extingue. Ao final do longo e duro inverno, todos se alegram novamente, deixam a escuridão e abraçam a luz, admiram toda magestade e brilho que o sol proporciona. Observando o lugar onde a pequenina flor se esvaiu, percebe-se pequenos brotos de uma nova plantinha que nasce forte e persistente, lutando pra se libertar e contemplar este grande mundo. Sua presença enfim, esclarece o porque da existência de um tempo tão sombrio, criado para renovar a força da natureza, extinguir tudo e criar novamente. Após a escuridão levanta-se a luz que renova as esperanças e faz tudo renascer mais forte e vigoroso, a flor sabia seu destino mais nem por isso seu ânimo foi abalado e sua vida menos admirável. Cansada de invernos frios e úmidos, ela espera pela chegada do sol e reafirmação de suas convicções, espera a luz para iluminar seu coração, onde junto com as flores sua esperança se renova.